segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Clipping 07/02

Diário Catarinense, 07/02/2011 - Joinville SC
Quanto vale um professor?
JÚLIA ANTUNES LORENÇO
A educação no país vai mal e a situação salarial dos professores da rede pública também. A desvalorização do magistério se reflete na falta de interesse e rejeição dos estudantes à carreira em sala de aula. Na Universidade Federal de Santa Catarina, há pelo menos cinco anos, sobram vagas para os cursos de licenciatura. Márcio Anisio Silveira, 45 anos, é professor de história e geografia da rede estadual, pós-graduado na área e pedreiro nas férias. O serviço no recesso escolar é para complementar a renda de educador. Ele é pai de quatro filhos e com o salário que recebe do Estado não consegue sustentar a família.

O professor de ensino fundamental e médio da escola estadual Tenente Almachio, no Bairro Tapera, em Florianópolis, mora na Praia do Campeche, e há anos trabalha nas férias. Até mesmo durante o ano letivo, faz uns bicos como pedreiro. Ele também deixa alguns instrumentos de obra no seu armário de professor, porque, às vezes, dá um jeito em algum problema de infraestrutura da escola. – Ano passado, reboquei uma sala inteira, os alunos fizeram uma vaquinha para comprar as tintas e os pais pintaram. Márcio ainda se desdobra em aulas. Costuma trabalhar 60 horas por semana. E o trabalho também é levado para casa, como as correções de provas e trabalhos e preparação de novas aulas. Por ser pós-graduado e ter 22 anos de carreira, o salário dele é maior do de quem recebe o piso de Santa Catarina. Mas, garante que a diferença é mínima. – Quem tem especialização, chega à conclusão de que não vale a pena fazer uma pós. O dinheiro que eles dão a mais não incentiva ninguém a buscar mais conhecimento. Apesar disso, Márcio revela que ama o que faz. A vontade de ser professor vem desde criança, quando costumava ensinar os irmãos mais novos. – Perguntam por que a gente não arranja outro emprego. Não queremos isso. Queremos ser valorizados, como já fomos um dia. Diante do cenário, Márcio afirma que fica receoso em aconselhar alguém a ser professor. Mesmo assim, a filha mais velha dele passou para a faculdade de história na UFSC e quer seguir os passos do pai. A filha de 11 anos, que assistia à conversa, também já decidiu que será professora de história.

Voltar

> Diário Catarinense, 07/02/2011 - Joinville SC
De volta à sala de aula
Hoje, cerca de 700 mil alunos e 17 mil professores de 1.350 escolas voltam às aulas em toda a rede estadual de ensino de Santa Catarina. A data marca o início do ano letivo, que terá 200 dias de aula, com carga horária de 800 horas para estudantes do ensino fundamental e médio. Desde o dia 1º, os diretores, professores e funcionários estão nas unidades, se organizando para receber os alunos. O primeiro recesso escolar de 2011 será entre os dias 18 e 29 de julho, com reinício das aulas no dia 1º de agosto. Nos dias 8 de março, 21 de abril, 23 de junho, 7 de setembro, 2 e 15 de novembro (feriados nacionais) e 15 de outubro (Dia do Professor) não haverá atividades escolares. Entre os investimentos previstos para este ano, a Secretaria de Estado da Educação informa que serão construídas novas unidades em Bom Retiro, Jaraguá do Sul, Florianópolis, Guarujá do Sul, Turvo, Timbé do Sul, Piratuba, Rio dos Cedros e Itapiranga.

Voltar

> Diário Catarinense, 07/02/2011 - Joinville SC
Estado garante que paga o piso nacional
O piso salarial nacional de um professor é de R$ 1.024, garantido pela constituição, em 2008. Na época, Santa Catarina, junto com Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná e Ceará, com apoio da Confederação Nacional dos Municípios, entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade no STF contra a emenda constitucional. Apesar disso, a Secretaria de Estado da Educação garante pagar o piso aos docentes. O salário base de um professor em Santa Catarina é de R$ 609, somado a essa quantia está a regência de classe e prêmio Educar. – Fazemos o que Supremo Tribunal Federal entendeu ser correto. Estamos dentro da lei e pagamos o piso – defende a diretora de desenvolvimento humano da secretaria de educação, Elizete Mello.

A coordenadora regional da Grande Florianópolis do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Rosane Souza, considera o salário vergonhoso. Ela ressalta que a maioria dos professores do Estado faz bicos para complementar a renda. – A relação do Estado com os professores é a das piores possíveis. Eu já precisei trabalhar como faxineira e não tenho vergonha de falar isso, porque foi com esse trabalho que coloquei comida na mesa. Além disso, ela observa que quando um professor fica de licença médica, pega licença prêmio ou entra de férias perde o prêmio Educar, no valor de R$ 200. – A gente até chama a licença prêmio de licença castigo, porque perdemos os “penduricalhos” do salário. Temos professores doentes em sala de aula para não perder isso. Além disso, o vale-alimentação do professor é o menor pago pelo Estado. O valor é de R$ 132, dos quais são descontados todos os feriados. O secretário de Estado da Educação, Marco Tebaldi, afirma que a questão do piso será debatida, e que o governador, Raimundo Colombo, já se mostrou a favor de alterar o valor. – Primeiro estamos checando se o Estado cumpre o piso. Mas claro que queremos pagar mais. A discussão é para este ano ainda.

Voltar

> Diário Catarinense, 07/02/2011 - Joinville SC
Alunos fogem da licenciatura
Os baixos salários e as más condições de trabalho contribuem para a fuga de estudantes das licenciaturas brasileiras. Em 2005, 77 mil pessoas pegaram o diploma para dar aulas no ensino fundamental e médio. Em 2009, o número caiu para 64 mil. Os dados são do último Censo de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC). No vestibular 2011 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sobraram vagas nas licenciaturas de química, matemática e física. – Desde que o curso de licenciatura em química foi criado (em 2008), ele não conseguiu preencher todas as 40 vagas – diz o presidente da Coperve, Júlio Szeremeta. Szeremeta acrescenta que o curso foi criado pela carência desses professores no Estado. A Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), com sede em Chapecó, também foi criada para suprir a necessidade de licenciaturas. Esta situação é acompanhada de perto por Eloise Hack Barbi, 20 anos, estudante da sétima fase de licenciatura em Educação Física da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A turma dela tem sete estudantes. Ela conta, que, na quarta fase, quando precisou optar entre licenciatura e bacharel, só ela e mais duas meninas escolheram ser professora. Eloise conhece a realidade de um professor. A mãe é docente da rede estadual há 20 anos. Mesmo assim, a garota está certa da opção: – Eu acredito num futuro melhor. A gente escolhe por vocação e sonha com mudanças.

Procuram-se professores no Estado e no Brasil - O resultado é que faltam professores no país. A carência é de 250 mil docentes. O levantamento é do Conselho Nacional de Educação e do Instituto Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com dados de 2007.
Essa também é a realidade de Santa Catarina. A diretora de desenvolvimento humano da Secretaria de Educação, Elizete Mello, não sabe precisar quantos, mas afirma que existe uma carência. A área de exatas é a que mais tem demanda. Apesar disso, ela garante que não faltam docentes nos colégios. O Estado tem 17,2 mil professores em sala de aula. Já a coordenadora geral do Sinte, Alvete Bedin, afirma que recebe denúncias de turmas sem professores. Na escola estadual Tenente Almachio, no Bairro Tapera, em Florianópolis, uma classe ficou o ano inteiro de 2010 sem aula de geografia, por não ter professor. – É preocupante saber que temos menos de 18 mil professores. Esse número já foi de 25 mil – informa Alvete.

Voltar

> Diário Catarinense, 07/02/2011 - Joinville SC
Profissão de risco e estresse
Professor é a profissão mais vulnerável ao estresse. Depois, aparecem enfermeiros e jornalistas. Essa foi a conclusão da psicóloga Lilia Aparecida Kanan, em sua tese de doutorado, feita em 2008. Ela pesquisou a relação dos docentes com o lugar em que trabalham. A psicóloga, professora da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), em Lages, explica que os professores vivem sob uma carga de sofrimento psíquico grande. As consequências disso são profissionais doentes, com depressão, doenças do coração e compulsões, além de perderem o rendimento no trabalho e o comprometimento com o que fazem.

– Não é só uma questão salarial. Eles não buscam apenas um retorno financeiro. Eles querem ser valorizados e reconhecidos pela sociedade e, principalmente, querem respeito com sua integridade física e psíquica. Professora há 23 anos, Luciana Moreira, 40, está feliz e satisfeita. Ela dá aulas no ensino infantil, em uma escola particular, na Capital. Na rede privada, os salários são melhores do que na pública. Apesar disso, ela sente falta de um reconhecimento maior da sociedade. – Eu me sinto valorizada pela instituição em que eu trabalho e pelas crianças. Mas, culturalmente, temos muito a melhorar.

Voltar

> Folha de São Paulo, 05/02/2011 - São Paulo SP
Professor obeso garante na Justiça vaga na rede estadual
Reprovado em concurso, docente diz ter ouvido do médico o motivo: seu peso. Após liminar, ele vem atuando em escola da Grande SP desde 2009; governo diz que cumpre decisão do Judiciário
CRISTIANE GERCINA DO "AGORA"
Um professor de 36 anos reprovado em concurso estadual de 2007 conseguiu uma liminar (decisão provisória) na Justiça e, desde junho de 2009, atua na rede em uma escola da Grande São Paulo. Ele tem 150 kg e 1,87 m. Nesta semana, a Folha publicou queixas de sete docentes -três obesos mórbidos- que dizem ter sido reprovados em seleção do Estado por serem considerados obesos. A perícia médica usou o cálculo do IMC (Índice de Massa Corpórea), utilizado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), para definir a sua obesidade mórbida. O professor, que atua na área de humanas, não quis se identificar à reportagem por estar na rede. Também diz que tem medo de retaliações. Ele afirma que, depois de ter prestado um concurso em 2007, foi convocado para escolher aulas como professor efetivo para o ano letivo de 2009. "Já atuava em sala de aula como temporário do Estado, desde 2004", afirma. "Nunca fui considerado inapto."

Após ser reprovado no exame para efetivo, em 2009, o docente pediu reavaliação ao DPME (Departamento Médico de Perícias do Estado de São Paulo). Na segunda consulta, também foi considerado inapto e, segundo ele, ouviu do médico o motivo: seu peso. Ele, então, entrou com a ação por meio da Apeoesp (sindicado de professores do Estado).Como a decisão é provisória, ele aguarda o julgamento final. A Secretaria de Estado da Gestão afirma que cumprirá a decisão do Judiciário. Em 2009, o Ministério Público abriu investigação sobre professores obesos que dizem ter sido barrados pelo Estado. Na ação, consta documento da secretaria dizendo que a obesidade, se mórbida, é motivo de inaptidão. O ofício é assinado por Carmem Silvia Miziara, diretora do Departamento de Saúde da pasta.

Voltar

> Rede Globo, Programa Fantástico, 06/02/2011
Professoras não entram em concurso por serem obesas
Fabiana, Lídia e Ana Paula chegaram a ser nomeadas como professoras efetivadas do estado de São Paulo, mas, no momento de tomar posse, foram informadas de que não são aptas para o trabalho. Três professoras, aprovadas em um concurso público em São Paulo lutam para saber por que não conseguem assumir o cargo que conquistaram. Quando finalmente vencem a burocracia, elas descobrem: não foram chamadas porque são obesas. Fabiana e Ana Paula são professoras de português. Lídia, de matemática. As três já dão aula em escolas da rede pública do estado de São Paulo. Fabiana há um ano, Lídia há três e Ana Paula há mais de dez. Mas o contrato delas é temporário. Para serem efetivadas, prestaram um concurso público. Fabiana, Lídia e Ana Paula fizeram um primeiro exame e foram aprovadas. Fizeram um curso preparatório, um segundo exame e foram aprovadas, chegaram a ser nomeadas com os nomes publicados no Diário Oficial, mas, no momento de tomar posse como professoras efetivadas do estado, o que aconteceu?

“Eu fiquei sabendo que o laudo médico da perícia eu fui considerada inapta para exercer a função de professora”, conta Fabiana Azevedo. A mesma informação aparece no laudo médico das outras duas professoras e na cabeça delas surge a mesma pergunta: inapta para o cargo que já exercem por quê? “Não deram justificativa nenhuma”, revela Lídia. “Nesse laudo, não vem nenhuma justificativa, simplesmente a informação de não-apta”, afirma Fabiana. Mas as professoras têm a mesma desconfiança. “Durante a consulta com o endocrinologista, ele me disse que obesidade era um fator sim de reprovação em concurso público”, lembra Fabiana. Com Lídia, primeiro foi o clínico geral que comentou: “Obesidade reprova”. Será? Fomos ouvir a Secretaria de Gestão Pública do estado. A obesidade é considerado um fator de inaptidão para exercer o cargo?

“A obesidade não. Só a obesidade não é motivo de não aptidão. Obesidade não pode ser o motivo, porque não é uma questão de aparência. Quem tem problema de vista usa óculos. Não tem sentido isso, não faz sentido”, comenta a perita médica Bartira Granata. Então qual foi o motivo? As professoras procuraram o Departamento de Perícia Médica para saber. No momento em que a professora vai buscar o laudo, o resultado, ela tem direito de saber por que ela não foi aprovada. Mas não foi isso que aconteceu e os protocolos provam. Lidia, por exemplo, foi agendada para ver seu prontuário só daqui a dois meses. “Pode ser uma falha dos atendentes, da parte burocrática. Mas ela tem esse direito”, aponta perita. A repórter Renata Ceribelle pergunta se ela chegar no local com essas pessoas elas vão ter acesso. A perita é categórica: “Tem que ter. Obrigatoriamente, elas têm que ter acesso ao prontuário”. Nós acompanhamos as professoras em uma nova tentativa de conseguir ver os seus prontuários médicos. - Mas eu não posso ver hoje? Eu tenho o direito de ver na hora.

Renata Ceribelle: O que elas estão pedindo? XXX: Vista do prontuário. Renata Ceribelle: Por que elas não podem ver agora? XXX: Há um rito a ser seguido aqui. Passa um pouquinho e eles autorizam a gente a entrar. Enquanto elas são atendidas, o diretor técnico aparece e tenta impedir que a nossa câmera mostre os documentos. Renata Ceribelle: Mas ela não tem o direito de saber o motivo na hora? XXX: Na hora não. Tem que fazer uma solicitação para que ela adquira uma cópia e faça sua defesa. Quando Fabiana tenta tirar uma dúvida do que está escrito no prontuário dela, ele tira o documento da mesa sem explicar. Renata Ceribelle: Qual o motivo que ela foi considerada inapta? XXX: Ela vai falar com o advogado dela e saber as motivações. Enquanto isso, a outra professora, Lídia, já tinha conseguido olhar o parecer médico que a reprovou no concurso e nos mostra. Em cima do carimbo do médico está escrito: “obesidade”. XXX: Não é discriminação. Renata Ceribelle: É o que? XXX: Ela está sendo considerada uma pessoa doente. Este é o ponto.

“Não vejo que obesidade seja obstáculo a ocupar um cargo publico, a menos que fosse para alguma atividade que exigisse um desempenho maior, como educação física. Fora isso, não vejo qualquer ligação entre obesidade e desempenho de uma atividade intelectual”, afirma Ives Gandra. Mas a Secretaria de Gestão Pública informa que a obesidade não é uma informação definitiva, é só uma parte do processo da perícia. Do lado de fora do Departamento de Perícias, Fabiana conta o que conseguiu ler antes do diretor retirar o seu prontuário da mesa: “No meu laudo, estava escrito inapta e ao lado estava escrito um ‘CID-E66’”. CID é o Código Internacional de Doenças. E66 significa obesidade, que pode ser mórbida ou não. “Me formei na USP, no ano de 1988, sempre morei na periferia, estudei em escola pública do estado. Foi uma batalha de vida para mim me formar, com o sonho de ser professora, e tentar ajudar essas pessoas que, como eu, moram na periferia e estudam em escola pública. Mas eu fui retida por ser obesa”, desabafa.

Voltar

> Estado de Minas, 07/02/2011 - Belo Horizonte MG
Aprovados pela justiça
Graças a liminares, 48 estudantes já conseguiram assegurar matrícula na UFMG. Neste ano, com problemas no Enem, mais 187 candidatos querem a mesma chance
Flávia Ayer / Glória Tupinambás
As mãos da Justiça colocaram, nos últimos cinco anos, 48 alunos na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). São histórias de quem contestou critérios do vestibular e conseguiu, por força de liminar, uma vaga na maior instituição pública de ensino superior do estado. Num mar de quase 25 mil estudantes da graduação, essa pequena parcela significa esperança para quem enfrenta nova batalha judicial por um lugar na UFMG. Desta vez, os combatentes são os 187 candidatos sem nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – este ano, usado como primeira etapa do vestibular –, e que conseguiram se manter na disputa na segunda fase graças à intervenção da Justiça. Amanhã, a Defensoria Pública da União (DPU) se reúne com a universidade para tentar desatar os nós do processo.

Para esses estudantes, o vestibular não se encerra com a divulgação dos resultados, prevista para o fim deste mês. A conquista de uma cadeira na universidade ainda depende que magistrados analisem se esses candidatos foram ou não prejudicados por possíveis erros na nota do Enem. A confiança pode ser depositada no histórico de outros concorrentes que, inicialmente, não tiveram o nome incluído na lista de aprovados do processo seletivo. Levantamento da Pró-Reitoria de Graduação da UFMG mostra que, de 2006 a 2010, 48 estudantes conseguiram se matricular por decisão judicial. A instituição de ensino derrubou 10 dessas liminares, retirando os alunos das salas de aula.

No entanto, a força da maior universidade pública de Minas não conseguiu barrar 38 determinações judiciais que contestam o processo seletivo. Com isso, a UFMG se viu obrigada a criar vagas para atender casos como o de Alice Gonçalves Nunes Coelho, de 22 anos. Prestes a começar o segundo período do curso de medicina, ela foi beneficiada por liminar em meados do ano passado, depois de contestar o programa de bônus usado no vestibular da UFMG, a partir de 2009. O sistema dá direito a acréscimo de 10% na nota do concurso, para estudantes que cursaram as quatro últimas séries do ensino fundamental e todo o ensino médio em escola pública. Quem cumprir este requisito e ainda se autodeclarar pardo ou negro, ganha mais 5% na nota final, totalizando um bônus de 15%. Essa regra é exatamente o que Alice questiona. “Se não houvesse o bônus, teria sido aprovada no vestibular. Tento esquecer que estudo por liminar e que posso ter de deixar a faculdade a qualquer momento. Mas também fico na torcida para que a Justiça não reverta a decisão”, diz.

Quem abriu o campo para a contestação do bônus foi o estudante Gabriel Tensol Rodrigues Pereira, hoje no 4º período de medicina. Em julho de 2009, ele conseguiu na Justiça a primeira vitória contra o programa e, em novembro do ano passado, a liminar foi confirmada no julgamento em segunda instância. Mas o processo continua, e a UFMG ainda pode recorrer. Responsável pela vitória de pelo menos 13 liminares contra o sistema de bônus da universidade, entre elas a de Alice e Gabriel, o advogado Tiago Costa Camilo alega que o benefício é inconstitucional por ferir o princípio da igualdade.

“Se a origem da desigualdade fosse realmente racial, qualquer negro deveria ser agraciado com o bônus e não apenas os que estudaram em escola pública.” Outro argumento do advogado é o fato de o sistema permitir uma “concorrência desleal” entre os candidatos. “Pessoas disputam as mesmas vagas com armas diferentes. O pior disso é a autodeclaração da raça, em que qualquer pessoa pode se colocar em vantagem sem nenhuma forma de controle por parte da instituição”, afirma Tiago. RECURSOS O procedimento padrão adotado pela UFMG, em casos de disputa judicial, é cumprir a ordem e, em seguida, recorrer. “Temos uma regra: liminar não se discute, se cumpre. Depois, entramos com recursos e é por isso que há muitas exclusões posteriores”, explica a pró-reitora de graduação da UFMG, Antônia Vitória Soares Aranha. Apesar de considerar pequeno o número de processos, ela admite que os problemas aumentaram a partir de 2009, quando foi adotado o programa de bônus – considerado pela reitoria a principal ferramenta para democratizar o acesso à universidade. Enquanto nos anos de 2006 e 2007 foram registradas seis brigas judiciais contra o processo seletivo, o vestibular de 2009 teve sete processos e o de 2010 atingiu a marca de 28 ações.

Todos os casos serão amplamente discutidos no ano que vem, para quando está prevista uma reavaliação do programa de bônus. “Acredito que essa ferramenta de inclusão veio para ficar, mas é claro que as políticas precisam ser permanentemente aprimoradas, diz Antônia. “Além dos questionamentos sobre o programa, o número de alunos que ingressam a cada ano também aumentou. Passamos de 4.750 em 2008, para 6.610 no ano passado. Isso também significa uma expansão dos problemas”, afirma. Processo seletivo - O vestibular 2011 é o terceiro em que a UFMG adota o bônus. No ano passado, um em cada quatro candidatos ao processo seletivo foi beneficiado pelo acréscimo na nota. No primeiro ano da iniciativa, o bônus ajudou um percentual considerável de alunos de escolas públicas a garantir o seu lugar na instituição. Do total de vagas oferecidas no processo seletivo para 2009, 34,04% foram ocupadas por estudantes contemplados pelo benefício.

Voltar

> Estado de Minas, 07/02/2011 - Belo Horizonte MG
Dia D para 187 candidatos
Defensores públicos se reúnem amanhã com representantes da UFMG em busca de solução para caso dos estudantes que fizeram vestibular 2011 garantidos por liminar
Flávia Ayer / Glória Tupinambás
Amanhã é um dia decisivo para os 187 estudantes que lutam na Justiça pelo direito de ter acesso às provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e averiguar se têm mesmo chances de continuar na disputa do vestibular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que usou o Enem como primeira etapa do processo seletivo. A Defensoria Pública da União (DPU) no estado se reúne, nesta terça-feira, com a reitoria da UFMG para tomar ciência dos procedimentos adotados pela instituição de ensino quanto aos candidatos que fizeram as provas da segunda etapa por força de liminar, mesmo sem ter a nota do Enem. Amanhã também se encerra o prazo para que o Ministério da Educação (MEC) responda ao pedido da DPU de divulgar a cópia dos testes corrigidos e a folha de presença desses estudantes.

O grupo de 187 alunos faz parte de um total de 3.326 inscritos no vestibular beneficiados pela Justiça, em resposta a uma ação coletiva movida pela DPU e a 26 processos individuais. Os estudantes estão no centro de uma guerra de liminares e alegam ter sido prejudicados pela correção da prova do Enem. Eles ficaram com nota zerada ou tiveram a presença anulada no exame. A justificativa do MEC para o problema é que não marcaram ou assinalaram incorretamente a cor do caderno de provas na folha de respostas. Além disso, o ministério lhes negou o direito de ver a cópia dos testes corrigidos. A falta de notas atingiu cerca de 20 mil estudantes de todo o país, mas a situação se tornou especialmente grave para quem precisava do resultado do Enem para fazer a segunda etapa do vestibular da UFMG. Com tantos impasses, a garantia judicial para que eles fizessem as provas só chegou a menos de 20 horas do início dos testes, quando a universidade foi oficialmente comunicada da decisão da Justiça Federal do Maranhão, acatando liminar ajuizada pela DPU de Minas. A convocação às pressas levou à ausência de quase 95% dos 3.326 beneficiados.

O novo drama de quem conseguiu fazer as provas amparado pela Justiça é ter acesso à cópia dos testes do Enem corrigidos e, dessa maneira, verificar se estariam realmente aptos a continuar na disputa por uma vaga na UFMG. Na sexta-feira, a defensora pública federal Giêdra Moreira, titular do Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva, enviou ao MEC um pedido administrativo – sem interferência da Justiça – para que, em cinco dias, o ministério divulgasse a cópia dos testes corrigidos e a folha de presença desses estudantes. Outra pendência é a conduta da UFMG na correção das provas de segunda etapa dos beneficiados por liminar. “A conversa de terça-feira tem como objetivo saber como a universidade está encaminhando a questão”, diz Giêdra.

SEM ATRASOS A UFMG sustenta que não haverá atrasos na divulgação dos resultados por causa das pendências judiciais. “A nossa expectativa é que haja um desfecho no julgamento dos méritos antes da divulgação dos resultados. O que pode ocorrer é publicarmos a lista de aprovados sem os alunos da ação coletiva e os casos de liminares individuais. E, se depois eles comprovarem que tinham nota suficiente no Enem, pode ser que teremos de chamá-los”, explica a pró-reitora de graduação da universidade, Antônia Vitória Soares Aranha. Candidata ao curso de medicina, Júlia Pardini Pimentel, de 17 anos, é uma das 187 pessoas beneficiadas pela liminar que conseguiu fazer a segunda etapa. Ela estava no Rio de Janeiro quando soube da convocação, na manhã do primeiro dia de testes. Por sorte, Júlia conseguiu chegar a tempo de prestar o vestibular e, agora, aguarda o desenrolar da novela. O medo é que, com a burocracia envolvida no processo, as portas da universidade se fechem para ela. “Acho que é difícil ficar confiante numa hora dessa até já fiz minha matrícula num cursinho pré-vestibular. Mas, se for aprovada, vai ser ótimo.”

Obrigatoriedade - O Ministério da Educação (MEC) estuda tornar obrigatório que todas as universidades federais concedam direito de ver e pedir revisão de provas em seus vestibulares. A medida valeria também para as próximas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que atualmente proíbe os participantes de verem as provas e de recorrer contra os resultados. A proposta está em estudo na consultoria jurídica do MEC, mas pode ser que ela esbarre na questão da autonomia universitária. Uma das possibilidades é que o Conselho Nacional de Educação entre no debate e aprove uma recomendação de caráter geral. (Com agências).

Voltar

> Folha de São Paulo, 07/02/2011 - São Paulo SP
Criança aprende finanças na sala de aula
Escola ensina estudante a administrar dinheiro da mesada e a fazer poupança para comprar objetos de desejo. Educadores sugerem que pais acompanhem o gasto da mesada, mas não socorram os filhos em apuro financeiro
TONI SCIARRETTA DE SÃO PAULO
Crianças e adolescentes estão aprendendo na sala de aula como cuidar do bolso. Temas de finanças pessoais -como administração da própria mesada-farão parte do currículo das escolas públicas a partir de 2012, mas já são desenvolvidos em alguns colégios particulares. O conteúdo é dosado de acordo com a habilidade da criança de reconhecer números e fazer as operações matemáticas básicas, normalmente no terceiro ano do ensino fundamental. Nada de ensinar a colocar moeda no porquinho. Na sala de aula, os pequenos são orientados a dimensionar o valor de produtos do dia-dia -lanches, brinquedos, roupas-, atribuir um julgamento -caro, barato, necessário, supérfluo- e discutir qual decisão cabe melhor dentro do seu bolso ou da mesada.

Para exercitar o aprendizado da aula, a criança precisa ter autonomia para administrar uma pequena quantia; não precisa ser uma mesada nem os pais devem se abster completamente de influenciar a decisão. O importante, segundo os educadores, é que a criança tenha maturidade para fazer escolhas e se responsabilizar pelas consequências do que faz com o próprio dinheiro. "A mesada é um instrumento de educação financeira que dá trabalho para os pais. Tem que ter disciplina, acompanhar, pagar sempre no mesmo dia, dar o dinheiro trocado e manter o valor combinado; não pode aumentar se o filho tirar nota mais alta. O filho não é um empregado, remunerado por desempenho", disse Cássia d'Aquino, especialista em "finanças infantis" e autora de "Educação Financeira", da coleção Expo Money. "Mesada é para o pai que pode e quer fazer isso. Mas deve ter regras e uma delas é: se gastar tudo antes do tempo, não vai ter mais. Se usava esse dinheiro para comprar o lanche e acabou antes do tempo, ela vai levar o lanche de casa. Vai ter que ter responsabilidade sobre aquilo", afirmou a escritora infanto-juvenil Maria Cristina Von, que organizou as dicas do site do Santander de finanças pessoais para crianças.

PLANEJAMENTO - Para estabelecer o valor da mesada, os educadores sugerem que o pai se sente com o filho para saber de quanto ele precisa. Depois, deve incluir um pouco a mais para a criança fazer uma poupança de curto prazo para comprar, por exemplo, um brinquedo. "A criança precisa saber que pode conquistar o que deseja. Quando consegue alcançar um objetivo, tem uma sensação maravilhosa: eu posso, eu consigo e, pensando bem, eu sou bastante bom nisso", diz d'Aquino. Alguns pais, no entanto, se sentem tão ansiosos com a dificuldade do filho de juntar moedas para conquistar um objetivo distante, como comprar uma bicicleta, que resolvem fazer um aporte extra no cofrinho. "Esse pai está dizendo ao filho: você não vai conseguir nunca. Você vai sempre precisar do papai para te socorrer", afirmou Cássia.

Voltar

> Folha de São Paulo, 07/02/2011 - São Paulo SP
Para inglês não ver
Com raríssimos cursos em inglês, Brasil deixa de receber alunos e docentes estrangeiros
SABINE RIGHETTI DE SÃO PAULO
A internacionalização do ensino superior brasileiro tem ganhado força nos últimos anos. Mas a língua portuguesa ainda é uma barreira na ida e vinda de estudantes e professores estrangeiros. Isso porque a maioria das aulas e dos exames na pós-graduação por aqui é ministrada em português. O cenário é bem diferente de universidades de elite de países como Alemanha, Suécia e Finlândia, que não falam inglês como língua "mãe", mas têm aulas nesse idioma. "Não encontrei resistências por não falar finlandês", conta a engenheira Paula Delgado, 30. Ela fez parte do seu doutorado no Centro de Pesquisa Técnica VTT em Espoo, na Finlândia, em 2006. "Todos falavam inglês, mas ficavam contentes quando eu tentava aprender algo em finlandês", brinca. Assim como ela, Viviane Alecrim, 29, que fez mestrado na Universidade de Ciências Aplicadas de Munique, também chegou à Alemanha sem falar a língua do país.

Apesar de a maioria dos professores serem alemães, conta, as aulas eram em inglês -o que permitiu que ela tivesse colegas de países como China, Tailândia e Irã. No Brasil, o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) já afirmou que a internacionalização é necessária para troca de experiências entre países e pode fortalecer a ciência nacional. "Defendo a ideia de atrairmos pesquisadores de excelência no exterior", disse à Folha. Mas, por enquanto, as aulas em inglês estão por conta dos professores estrangeiros. Os brasileiros, parece, não cogitam dar aula em inglês. "Em virtude do princípio de igualdade nas condições de acesso e permanência na escola, as aulas devem ser dadas em português. Ninguém é obrigado a falar outra língua que não a oficial", explica Nina Ranieri, advogada e professora da USP especialista em direito à educação. "É uma postura provinciana, mas que tem fundamento. A oferta em inglês privilegiaria o acesso dos mais favorecidos", completa Ranieri. INGLÊS NO LABORATÓRIO - Apesar da resistência nos corredores acadêmicos, a geneticista da USP Mayana Zatz prega -e pratica- a internacionalização e o uso corrente de inglês na universidade. "Meus alunos escrevem artigos e a tese em inglês. Estamos tentando que os trabalhos também sejam apresentados em língua inglesa", conta a geneticista. O biólogo alemão Mathias Weller, 44, hoje professor da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), concorda com a prática. Ele estava acostumado a falar inglês nos laboratórios da Alemanha, mas, no Brasil, teve de aprender português. "Isso é um limitador. Há bons profissionais que gostariam de vir ao Brasil, mas não falam português", analisa. Aula em inglês, no entanto, é só um dos passos da internacionalização. Para a engenheira de pesca Juliana Lima, 35, que fez doutorado na Alemanha, uma universidade bilíngue não está necessariamente preparada para receber estrangeiros. "Acolhimento também conta."

Voltar

> Folha de São Paulo, 07/02/2011 - São Paulo SP
Universidades de SP convidam docentes de fora
DE SÃO PAULO
As três universidades estaduais paulistas se esforçam hoje para aumentar a internacionalização e a quantidade de alunos estrangeiros. Apenas 2% dos estudantes da graduação e da pós da USP, por exemplo, são de fora do país. Para se ter uma ideia do que esse número significa, universidades de ponta como as norte-americanas Harvard e Stanford e a britânica Cambridge têm cerca de 20% de estudantes estrangeiros (de graduação e pós). A USP só tem um programa de pós-graduação ministrado totalmente em inglês. O curso, de biologia celular e vegetal, acontece no campus de Piracicaba (160 km de SP). É uma parceria com a Universidade do Estado de Nova Jersey e a Universidade do Estado de Ohio.

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) recrutou professores de fora para atuar como visitantes. Recebeu mais de 200 currículos de moradores de países como França, Canadá e Cuba. Os candidatos não precisam falar português. Na Unesp (Universidade Estadual Paulista), a vinda de um professor convidado da Universidade de Louisville (EUA) fez com que uma disciplina da pós-graduação em letras fosse dada em inglês no ano passado. As aulas em língua estrangeira reuniram alunos brasileiros e norte-americanos no campus de São José de Rio Preto (438 km de SP). "Ninguém reclamou de as aulas serem em inglês", conta a aluna de mestrado Márcia Corrêa Mariano.

Voltar

> Folha de São Paulo, 07/02/2011 - São Paulo SP
Não utilizar o inglês é arremessar-se para fora do mundo
IDIOMA EXERCE UMA ESPÉCIE DE IMPERIALISMO LINGUÍSTICO
HÉLIO SCHWARTSMAN ARTICULISTA DA FOLHA
Há um quê de ideológico na resistência ao inglês. Os sinais são vários e vêm de diversas frentes. Em 1999, o combativo deputado Aldo Rebelo, do PC do B paulista, apresentou um projeto de lei que, em sua versão original, bania todos os estrangeirismos (leia-se, anglicismos) da língua portuguesa e ainda obrigava brasileiros, natos e naturalizados, e pessoas de quaisquer nacionalidades residentes no país há mais de um ano a utilizar-se do vernáculo, sob pena de multas. Uma versão desidratada da proposta foi aprovada em duas comissões e ela agora repousa prudentemente nos escaninhos do Congresso. Mais êxito teve uma outra iniciativa legislativa que, irmanando ainda mais os povos da América Latina, ampliou o ensino do espanhol. É a lei nº 11.161/05, que obriga escolas públicas e privadas de ensino médio a oferecer o idioma de Cervantes como disciplina optativa.

Se se tratasse apenas de proporcionar aos jovens a oportunidade de aprender direito o idioma de nossos vizinhos, a norma seria inatacável. O problema é que, numa interpretação sistemática com o restante da legislação educacional, ela coloca o espanhol à frente do inglês. A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) estipula, para o ciclo médio, o ensino, em caráter obrigatório, de uma língua estrangeira a ser definida pela comunidade escolar. Prevê também a inclusão de um segundo idioma, em caráter optativo, "dentro das disponibilidades da instituição". A pegadinha está no fato de que a 11.161 fala abertamente no espanhol e se cala em relação ao inglês. As escolas sem grandes "disponibilidades", que devem ser a maioria, podem escolher a língua de Cervantes no lugar da de Shakespeare como o idioma moderno obrigatório, de modo a satisfazer as leis disponibilizando apenas uma língua estrangeira.

Ninguém é obrigado a gostar da primazia de que o inglês goza no mundo contemporâneo. Podemos ir até um pouco mais longe e reconhecer que esse idioma exerce uma espécie de imperialismo linguístico. Mas é preciso viver no mundo encantado de Che Guevara para não perceber que o inglês se tornou aquilo que o grego representava para o período helenístico e que o latim significava na Idade Média: o papel de língua veicular universal, na qual falantes dos mais variados idiomas conseguem se comunicar. É em inglês que se fecham praticamente todos os grandes negócios internacionais, assim como é nessa língua que se registram os mais importantes avanços científicos. Não utilizá-la nesses campos equivale a arremessar-se para fora do mundo. E os prejuízos de se afastar dos círculos de produção científica e não internacionalizar as universidades brasileiras superam em muito os de conviver com alguns "sales", "coffee breaks" e outros estrangeirismos de gosto duvidoso, dos quais a língua saberá livrar-se, se lhe dermos tempo suficiente.

Voltar

> Folha de São Paulo, 06/02/2011 - São Paulo SP
Aumenta a procura por curso técnico no exterior
Dólar baixo e maior conhecimento de idioma estrangeiro são motivadores
MARCOS DE VASCONCELLOS DE SÃO PAULO
A busca por cursos profissionalizantes e técnicos no exterior aumentou em 2010. A expectativa do mercado é que a demanda seja ainda maior em 2011. Das oito empresas especializadas em intercâmbio consultadas pela Folha, todas apontaram o crescimento das vendas de cursos de negócios, marketing, design, moda e gastronomia em países como Austrália, EUA, Inglaterra, Itália e Canadá. Dois fatores impulsionam esse movimento. Um é a taxa de conversão do dólar, que continua baixa (R$ 1,67). Outro, segundo as agências, é o maior conhecimento de línguas estrangeiras pelos brasileiros -para fazer esses cursos, geralmente é preciso ter nível intermediário. O inglês se tornou obrigatório no segundo ciclo do ensino fundamental -do sexto ano em diante- em 1996. Um dos que investiram em um curso técnico no exterior foi Gabriel Leonardo da Silva, 21, que já havia passado um mês nos Estados Unidos e contava com inglês fluente. Em 2009, trancou a graduação em administração na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e embarcou com destino a Sydney, na Austrália, para fazer um curso de seis meses na área de negócios. Para ele, a vivência em outro país e o vocabulário focado em sua área de atuação foram destaques do programa. "O conteúdo não foi além do aprendido na faculdade. Era o básico, do primeiro ano [de administração]."

Voltar

> Folha de São Paulo, 06/02/2011 - São Paulo SP
Programa permite aliar teoria e prática
Estudantes que investem em experiência profissional têm carta de recomendação de empregador australiano
ROBERTO DE OLIVEIRA ENVIADO ESPECIAL A SYDNEY
Nem todo mundo que pretende se aperfeiçoar tem paciência para encarar aquela salinha de aula abafada com o professor fazendo anotações na lousa. Imagine então se você encarou mais de 24 horas de voo para um país desconhecido com o intuito de estudar? Algumas instituições fogem desse estereótipo. Na Austrália, por exemplo, há o ICMS (International College of Management), em Sydney. A escola oferece desde cursos de aperfeiçoamento até pós-graduação, com duração de seis meses a três anos. De qualquer ponto do bairro de Manly -espécie de Leblon australiano-, consegue-se avistar o prédio do século 18. Logo na entrada, o amplo jardim é repleto de cacatuas. Dos fundos, tem-se bela vista do mar. Na hora do intervalo dá até para pisar na areia e sentir a brisa.
Pelos corredores, gente de todo o mundo: desde a Escandinávia até a Ásia. Telas de TV transmitem informação sobre a agenda semanal (rola festa junina brasileira) e frases de apoio à diversidade e de estímulo ao respeito e às diferenças. A instituição oferece cursos de aperfeiçoamento e pós-graduação em áreas como turismo e esportes. Rafaella Rodrigues, 24, fez faculdade de turismo em São Paulo. Viajou para Sydney no ano passado para estudar no ICMS. "No Brasil, não tive um terço das aulas práticas que tenho aqui", conta. A instituição tem parceria com hotéis do mundo inteiro. Assim, muitos alunos conseguem estágio e trabalho, já que o visto australiano para estudante permite trabalhar 20 horas semanais.

EXPERIÊNCIA - "Por ser um lugar multicultural, muitos estudantes se adaptam facilmente. Os mais focados conseguem entrar no mercado e enriquecem o currículo com uma experiência internacional", conta Daniela Odin, 37, diretora do STB (Student Travel Bureau) Australia. A Australian Internships oferece estágio para universitários dos 18 aos 30 anos em empresas dentro da área de interesse do estudante. O aluno recebe uma carta de referência do empregador. Exemplo de ascensão profissional é o brasileiro Cristian Milz, 30. Ele conciliou estudos com o voluntariado nas Olimpíadas de Sydney, em 2000. Após concluir o curso de "hospitality" (turismo e hotelaria), trabalhou por três anos em um hotel. Hoje é professor de "performance" do ICMS. O cardápio da disciplina que ministra é recheado: inclui até repertório de palavras. Roberto de Oliveira viajou a Sydney a convite do STB

Voltar

> Folha de São Paulo, 06/02/2011 - São Paulo SP
Revalidação no país é dispensada
Experiência vale no currículo quando está alinhada ao plano de carreira, dizem especialistas
DE SÃO PAULO
Os cursos profissionalizantes e técnicos no exterior têm como chamariz oferecer mais do que o domínio de outro idioma. O diploma recebido, porém, não costuma ser revalidado no Brasil. A burocracia do trâmite ajuda a explicar o motivo. O reconhecimento dos cursos é feito a partir da comparação entre o que foi estudado e as ementas que constam no Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos. Esse processo pode durar mais de um ano e faz com que muitos não procurem revalidar o certificado, segundo agentes de viagem. O Centro Paula Souza, um dos principais responsáveis pela ação no Estado de São Paulo, afirma ter recebido 33 pedidos de revalidação de diplomas técnicos em 2010. Desses, 18 foram concedidos. Com ou sem revalidação, diz Flávia Werneck, diretora da agência Master Exchange, o mercado dá importância para a experiência. "Participar de um programa no exterior mostra que a pessoa se expôs, que buscou crescimento e que fala outra língua fluentemente", avalia o diretor de marketing e novos negócios da consultoria Fellipelli, Caio Infante.

FOCO - Muitos saem do Brasil dispostos a investir em hobbies como culinária e moda, segundo agências de viagem. Apesar de consultores de carreira avaliarem que a vivência em outro país já conta pontos no currículo, há quem considere que o curso escolhido deva estar alinhado aos planos profissionais. É preciso mostrar que não se trata apenas de turismo, mas de investimento na carreira, sentencia Marisa Silva, consultora da Career Center. Foi o que fez Anna Tereza Peixoto, 20. Assim que terminou o ensino médio, embarcou para a Austrália para fazer um curso técnico de administração de eventos. O pai da profissional é dono de uma produtora -o que lhe garantiria um emprego. Mesmo assim, decidiu aprofundar-se com um curso fora do país para conseguir estágio em outras empresas. Segundo Marcia Mattos, gerente de cursos do STB -que registrou aumento de 50% na venda de pacotes com cursos profissionalizantes em 2010-, as viagens têm sido feitas também por quem planeja trocar de profissão. "O profissional que não tem certeza de que está no caminho certo faz um curso em outra área e volta com um novo projeto de carreira", diz.

Voltar

> Folha de São Paulo, 06/02/2011 - São Paulo SP
Cursos são ponte para concluir uma pós-graduação no exterior
DE SÃO PAULO
Quem conclui um curso técnico pode, por vezes, continuar seus estudos por mais alguns meses e conseguir um diploma de pós-graduação ou até mesmo de mestrado. Em algumas instituições de ensino, os programas se dividem em módulos, que podem ser cumpridos parcialmente pelos estudantes. Estender a estadia para melhorar o currículo foi a opção da administradora Camila de Lima Souza, 24. Em janeiro de 2010, ela embarcou para a Brisbane, na Austrália, com a intenção de fazer uma pós-graduação em negócios internacionais. Depois que se estabeleceu no país, empregada e com ajuda financeira da família, Souza viu que seria mais fácil continuar lá até concluir o mestrado em gerenciamento de projetos do que voltar ao Brasil e depois retornar ao exterior para estudar mais. "Estar em início de carreira foi o que pesou mais na tomada de decisão. Conseguir um emprego na sede australiana da multinacional em que eu trabalhava no Brasil também ajudou muito", diz.

Voltar

> Folha de São Paulo, 06/02/2011 - São Paulo SP
Cai presença na escola de jovens do Bolsa Família
Percentual com frequência mínima foi de 95,1% em 2008 para 91,7% em 2010. Para que os pais tenham direito ao benefício, jovens de 16 e 17 anos devem frequentar ao menos 75% das aulas
LARISSA GUIMARÃES / FLÁVIA FOREQUE DE BRASÍLIA
Nos últimos dois anos, diminuiu a presença na escola de adolescentes beneficiários do Bolsa Família. O programa determina que, para que seus pais não percam o benefício, jovens de 16 e 17 anos frequentem ao menos 75% das aulas. Aqueles que cumprem essa regra caíram de 95,1%, em 2008, para 94,2%, em 2009, e 91,7%, em 2010. Hoje há 1,3 milhão de adolescentes inscritos no Bolsa Família. Desse montante, 80% têm a frequência acompanhada pelo governo. Entre os adolescentes que não seguem essa regra, 3 em cada 4 nem sequer justificam suas faltas na escola, o que poderia ser feito com a entrega de um atestado médico, por exemplo. Para efeito de comparação, entre as crianças de 6 a 15 anos atendidas pelo programa, a frequência mínima exigida em sala de aula é de 85%, e 96,7% delas cumprem a regra. A frequência escolar é uma das condicionalidades do programa. Quem não a cumpre pode perder o benefício. O cancelamento só ocorre após o governo constatar que o adolescente não teve a frequência exigida ao longo de um ano inteiro. Secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social no governo Lula, Lúcia Modesto afirma que o mercado de trabalho é um dos motivos que levam jovens a deixar a escola mais cedo ou não ter a frequência mínima exigida.

Ela lembra também que quanto maior a escolaridade dos pais, maior o número de anos estudados pelos filhos -tendência apontada em estudos sobre educação. O perfil de beneficiários do Bolsa Família mostra que, em 2009, 13% dos titulares do cartão eram analfabetos. De acordo com o Educacenso 2008, o abandono escolar entre os jovens do ensino médio na rede pública ficou em 14,3%. Entre os beneficiários do programa, o percentual foi de 7,2%. Até 2007, o Bolsa Família pagava às famílias um valor fixo para cada criança de até 15 anos na escola -num limite de três por família. No ano seguinte, para frear a evasão e ampliar a frequência escolar, o governo passou a pagar um benefício específico por jovens de 16 e 17 anos -num limite de dois por família assistida. Para Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, os jovens não veem a escola como algo que pode influenciar no futuro deles. "A escola é tão pouco atrativa que, mesmo com o benefício, o jovem acha que ela não faz sentido. A evasão é uma variável independente do benefício", afirma.

Voltar

> Folha de São Paulo, 06/02/2011 - São Paulo SP
Isolado, programa social não é solução única
Estado deve rever modelo de ensino conjugado a aumento do benefício
RENATA BICHIR ESPECIAL PARA A FOLHA
A exigência de contrapartidas daqueles que recebem o Bolsa Família é defendida por muitos devido à sua contribuição ao desenvolvimento de capital humano das famílias no longo prazo. Para além do alívio imediato da pobreza, por meio das transferências monetárias, garantir que crianças e jovens frequentem a escola e tenham atenção básica de saúde implica reconhecer que o bem-estar das famílias envolve múltiplas dimensões, incluindo a responsabilidade do Estado pela prestação de serviços básicos. Controlar de fato o cumprimento das condicionalidades associadas ao Bolsa Família é um grande desafio operacional, especialmente em municípios grandes como São Paulo. Os órgãos que gerenciam o programa não são os mesmos que controlam a educação e a saúde. É um desafio ter um fluxo de informação azeitado entre eles -e, quando ele falha, há risco de o município deixar de receber recursos federais para o programa. Diversas causas podem ter gerado a queda de frequência escolar apontada. É certo que o aquecimento da economia aumenta os incentivos para que os jovens busquem trabalho e abandonem os estudos.

Nesse sentido, o aumento do valor dos benefícios do Bolsa Família -uma das promessas do governo Dilma Rousseff- poderia contribuir para frear essa queda na frequência escolar dos jovens beneficiários. Por outro lado, cada vez mais deve ser discutido o modelo de ensino oferecido nas escolas públicas brasileiras, já que a evasão escolar também pode estar associada à baixa qualidade e mesmo à inadequação dos conteúdos ao cotidiano dos alunos, especialmente daqueles de mais baixa renda. Rever o modelo de ensino oferecido nas escolas públicas brasileiras seria uma maneira de atacar essa frente do problema em questão. Essa, no entanto, é uma discussão que está além do Bolsa Família. Por mais bem-sucedido que seja, programa algum deve ser encarado como panaceia -uma solução única que dá jeito em tudo. Mais promissor é articular diferentes políticas sociais. RENATA BICHIR é pesquisadora do CEM-CEBRAP e doutoranda em Ciência Política no IESP-Uerj

Voltar

> Folha de São Paulo, 06/02/2011 - São Paulo SP
Professores batem à porta dos alunos no interior paulista
Com objetivo de conhecer ambiente familiar e melhorar ensino, docentes visitarão a casa de seus estudantes. Professores não vão receber a mais pelo serviço e serão levados até as casas por veículos oficiais da prefeitura
HÉLIA ARAUJO DE RIBEIRÃO PRETO
Os 51 professores da rede municipal de Altinópolis -cidade com 15,6 mil habitantes no interior de SP- começaram, na última sexta, a bater na porta das casas de seus 1.200 alunos de ensino infantil e fundamental. O objetivo do projeto é aproximar e estreitar as relações entre professores e pais das crianças e conhecer o ambiente familiar e a realidade de cada núcleo para tentar melhorar o nível do ensino nas escolas da rede.

Os professores não vão receber a mais pelo serviço e serão levados até as casas dos alunos por veículos oficiais da prefeitura. O projeto foi criado pelos próprios professores da rede municipal durante a elaboração do planejamento pedagógico deste ano. Cada um deles listou o que gostava e o que não gostava na época em que estudava e, a partir do resultado dessas listas, conseguiram elaborar o programa. Em cada uma das visitas, que acontecem de surpresa e sempre partir das 18h -para pegar os pais em casa-, os professores fazem dez perguntas aos responsáveis pelos estudantes. Dados pessoais, religião e renda familiar são algumas das questões feitas aos pais. A expectativa educacional, as atividades preferidas da criança e de que maneira ela fala sobre a escola também estão entre as perguntas.

APROXIMAÇÃO - A reportagem da Folha acompanhou anteontem a visita da professora Janaina Gomes de Sá, 35, à casa da aluna Maria Eduarda Calefi, 5. Animada, a menina contou um pouco sobre as férias e ficou feliz em ver a professora. "É importante saber como vive o aluno, quais as dificuldades. Tudo o que acontece em casa interfere de alguma maneira no âmbito escolar e vice-versa. Tendo essa aproximação saberemos melhor como lidar com os problemas", disse Janaina. A mãe de Maria Eduarda, Vanusa Aparecida Corsi, 30, aprovou a visita da professora. Segundo ela, a aproximação pode ser benéfica para a escola e para a família. "Na época em que eu estudava minha mãe nunca acompanhava minha vida escolar. Acredito que essas visitas podem aumentar os laços de amizade e confiança entre as famílias e a escola, o que só vai trazer vantagens." Segundo o prefeito de Altinópolis, Marco Ernani (PMDB), a previsão é ampliar as visitas para os alunos de 6ª a 9ª séries, com intervalos de dois meses. "Os problemas observados nas casas serão discutidos e, quando preciso, levados a outros setores. Queremos a integração das políticas públicas." Iniciativa semelhante foi implementada em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, no ano de 2005.

Voltar

> Portal IG Educação, 05/02/2011
Campeã de Prouni: em cidade mineira, 1 em cada 106 ganhou bolsa
Com 10 mil habitantes e nenhuma escola particular, Engenheiro Caldas teve 97 classificados na primeira chamada do programa
Cinthia Rodrigues, iG São Paulo
Com 10.276 habitantes contados no último Censo, a pequena Engenheiro Caldas, em Minas Gerais, destoa entre as cidades com mais aprovados na primeira lista do Prouni. Só de bolsas integrais, foram 97: uma para cada 106 habitantes do município, enquanto a média brasileira, incluindo bolsas parciais, é de menos de um por mil pessoas. Vários fatores ajudaram a fazer de Engenheiro Caldas a campeã brasileira de convocados em relação ao tamanho da população. A começar pela facilidade com que os caldenses atendem os pré-requisitos para se candidatar às bolsas. Para concorrer, é preciso ter renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa (R$ 810 para cada) e haver feito todo o ensino fundamental e médio em escola pública. Na cidade mineira com economia baseada em cerâmicas e pequenos comércios, a renda média é de R$ 350 e não existe escola particular.

Transporte escolar foi usado no Enem - A parte mais difícil para os candidatos foi prestar o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), cuja nota mínima de 400 pontos em cada disciplina é obrigatória para se inscrever no Prouni. Apesar de haver cerca de 200 inscritos na cidade, o Ministério da Educação (MEC) não aplicou a prova ali e todos foram direcionados a cidades vizinhas. Só a minoria tinha condições de fazer a viagem com carro particular. A solução foi dada pela prefeitura, que colocou os ônibus escolares, normalmente usados para o transporte de estudantes da zona rural, para fazer o trajeto. “Anunciamos na rádio comunitária por semanas e, nos dias, levamos 160 estudantes para prestar o Enem”, conta a secretária de Educação, Rosemere Martins da Cruz. Total de matriculados será bem menor - Também contribuiu decisivamente para a quantidade de convocados em Engenheiro Caldas, a abertura de um pólo de educação à distância da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) no município. Todas as bolsas integrais foram oferecidas pela instituição gaúcha – que recebe em troca isenção de impostos equivalentes às mensalidades. A falta de autonomia do pólo, no entanto, fez boa parte dos convocados desistir.

Natália Brandes Marques, de 17 anos, por exemplo, quer ser a primeira da família de cinco irmãos a cursar o ensino superior e se tornar professora. Ela pegou o ônibus da prefeitura, fez o Enem, se inscreveu e foi aprovada, mas não conseguiu enviar todos os documentos necessários para o Rio Grande do Sul em tempo. “Vou tentar de novo no meio do ano”, lamentou. Já o entregador de farmácia José Bonifácio de Freitas, de 25 anos, diz que não “pensava que podia” fazer faculdade. Ele cursou a educação básica em escola pública, diz que era um aluno mediano e, quando terminou, achava que universidade “era só para rico e gênio”. “A gente mora em cidade pequena e tem a ideia de que só gente com dinheiro pode ter diploma, mas quando vi o anúncio do Prouni, tentei”, conta. Ele enviou todos os documentos que conseguiu e aguarda esperançoso a confirmação da matrícula.

Outras bolsas parciais - Além das 97 bolsas integrais que constam na lista de obrigatórias do Prouni, os caldenses conseguiram outras parciais adicionais – descontos oferecidos aos mais bem classificados no exame, mesmo sem receber isenção de impostos em troca. Jéssica Madrona Ferraz, de 17 anos, foi uma das beneficiadas. “Eu não queria fazer um curso à distância, então optei por concorrer fora da cidade”, diz. Ela foi aprovada para Química no Centro Universitário de Caratinga. A família de seis pessoas vive da aposentadoria do pai, de R$ 1.100, mas economizou para pagar as seis primeiras mensalidades, de R$ 240 cada. A jovem vai pagar ainda R$ 100 mensais por uma van que a pegará em casa todos os dias às 5h30. “Estou muito contente, fazer faculdade sempre foi um sonho.”

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Evento gratuito em SP vai discutir mídias sociais

Um encontro para discutir as grandes tendências na área das mídias sociais. Esta é a proposta do Social Media Week que, pelo segundo ano consecutivo, acontece em São Paulo (SP). O evento gratuito, que acontece de 7 a 11 de fevereiro, será realizado, simultaneamente, em outras sete cidades: Berlim, Hong Kong, Istambul, Londres, Nova York, Roma e Toronto.

De acordo com a SixPix, organizadora do evento, o objetivo do Social Media Week é reunir toda a comunidade ligada ao tema, o que inclui desde os usuários de redes sociais até representantes de blogs, agências, instituições de ensino e empresas.

Entre os palestrantes confirmados para o evento em São Paulo estão o diretor-geral da área digital e de mídias sociais da Pepsi, da B. Bonin Bough, o CEO da Vostu, Daniel Kafie, o pesquisador de mídias sociais do MIT, Ethan Zukerman e o co-fundador do Bestiário.org, Santiago Ortiz.

Além de palestras, o evento contará com workshops, debates e bate-papos. Os interessados podem realizar inscrições no site http://socialmediaweek.org/saopaulo/schedule/

Nova rede social permite postar mensagens de voz

A Blaving, recém-lançada no Brasil, apresenta recursos de geolocalização e interação com outros sites do gênero


Toda semana aparece uma nova rede social no mercado. Os serviços baseados em mensagens curtas, como o Twitter, por exemplo, têm servido de inspiração para outros criadores, que buscam milhões de usuários para seus microblogs. De carona nessa tendência, a PMovil lança no Brasil o Blaving. Trata-se de uma rede que permite postar mensagens de voz de até dois minutos, gravadas de computadores ou smartphones.

Assim como no Twitter, o Blaving possibilita que os usuários sigam e sejam seguidos por sua rede de contatos. O sistema ainda apresenta recursos de geolocalização e interação com outros sites, como Facebook, Orkut e o próprio microblog. Dessa forma, quando os internautas enviam suas mensagens de voz, o post pode ser automaticamente publicado em todas as outras redes sociais.

O Blaving já conta com aplicativos para iPhone, Android e Blackberry e pretende alcançar cerca de 5 milhões de usuários no seu primeiro ano. O serviço está presente em 14 países do continente e a PMovil, empresa idealizadora do projeto, possui um investimento superior a US$ 1,5 milhão para o lançamento do Blaving só no primeiro trimestre de 2011.

Apesar da PMovil dizer que trata-se de um projeto inédito, em 2009 uma equipe 100% brasileira criou o Gengibre, rede social que também funciona por mensagens de voz, porém não tem integração com outros sites, apenas o Twitter, e nem possui aplicativos para smartphones.

Para conhecer o Blaving, clique aqui.

Novo FAQ IBDIN

1. Quais os objetivos dos Cursos oferecidos pelo IBDIN?

Os objetivos destes cursos é ensinar os nossos alunos a elaborarem cursos na midalidade à distância ensinando a aplicação de conceitos básicos do desenho instrucional para o planejamento de soluções para projetos de EAD sob diversas mídias (computador, impresso, móvel e inclusiva) utilizando-se de metodologias e recursos didáticos junto aos contextos de aprendizagem EAD.

2. O que é necessário eu providenciar para participar do curso?

Os pré-requisitos técnicos necessários para participação no curso são:
Saber editar textos em programas Word;
Ter acesso à Internet através de conexão banda larga
Saber usar email e Internet;
Ter disciplina e motivação para estudar à distância.

3. Preciso ser profissional da área da educação ou da tecnologia para aprender a desenhar cursos EAD ou ser desenhista instrucional?

Esse curso é destinado à Profissionais de RH, Educação, EAD e Tecnologia Educacional e à todos os interessados que estejam ou pretendem estar envolvidos com a elaboração e desenvolvimento de projetos educacionais ou de treinamento coorporativo.

4. Qual é o perfil da turma que se inscreve neste curso?

O perfil do grupo de estudantes deste curso vai desde profissionais que atuam com e-learning coorporativo como profissionais envolvidos com o desenvolvimento de soluções para EaD institucional educacional. Também participa do curso uma grande parcela de pessoas interessadas em desenvolver seus próprios cursos online ou em trabalhar com empresas que desenvolvem conteúdo e soluções para EAD.

5. Para que servem essem cursos?

Para o aluno adquirir habilidades para elaboração de soluções que atendam ao ramo educacional e coorporativo no que tange à Educação à Distância.

6. O que o designer instrucional faz mais especificamente?

É o designer instrucional quem cria os materiais didáticos ou processos para determinados objetivos pedagógicos a fim de que estes sejam agradáveis e efetivos ao público (alunos ou aprendizes) a que se destinam.

7. Desenho Instrucional é o mesmo que Designer Instrucional?

O designer instrucional é aquele profissional que aplica o desenho instrucional na sua profissão elaborando cursos e materiais didáticos para a modalidade á distância.

8. Essa profissão de desenhista instrucional é regulamentada pelo Ministério do Trabalho?

Sim. O desenho instrucional é uma profissão reconhecida pelo Ministério do Trabalho que oferece subsídios para profissionais que trabalham com novas tecnologias voltadas para a educação e treinamento. Para maiores informações clique aqui

9. Sou uma profissional da área de arquitetura. Se eu fizer o curso poderei adquirir habilidades suficientes para montar meu próprio curso EaD na minha área?

Sim, há uma boa procura de alunos interessados em aprender a elaborar cursos Ead a fim de empreender na área de educação de forma que utilizem essas ferramentas como meio de transmitir algum conhecimento específico às pessoas interessadas em determinado assunto.

Ex: uma aluna arquiteta que fabricava um tijolo ecológico inscreveu-se no curso para aprender a montar um curso online para ensinar interessados sobre como montar esses tijolos.

Muitos alunos que apresentam habilidades específicas e que vivenciam o que gostariam de ensinar interessam-se em aprender a elaborar curso à distância como forma de incrementar seus ganhos fincaneiros oferecendo seu "know-how" ou conhecimento aos demais interessados. Ex: professores de redação que montam cursos EAD e ofereçem cursos através da internet.

10. O mercado para o designer instrucional é amplo? Quais as possibilidades de arranjar trabalho nessa área?

O Designer instrucional é quem garante que um apanhado de informações tenha uma intencionalidade educacional, relacionando diversas variáveis: público-alvo, objetivos do curso, atividades práticas, avaliação da aprendizagem, particularidades do conteúdo, etc. Portanto, ao procurar uma instituição que ofereça cursos à distância as pessoas perguntam quem é o Designer Instrucional. Um maior número de profissionais busca o e-learning para trabalhar nesse campo do conhecimento, ainda tão aberto a exploração de novas possibilidades e tecnologias.

Essa é uma profissão que agrega o conhecimento metodológico de análise e implementação de cursos na modalidade à distância proporcionando à esse profissional a habilidade elaborar cursos próprios ou ofereceidos à potenciais clientes no mercado.


11. Esse curso é certificado? Qual é a validade dessa certificação?

Sim os cursos oferecidos pelo IBDIN possuem certificação aprovada pelo Conselho de Educação de SC válido em todo território nacional. Clique aqui e veja a resolução do conselho de educação. Essa certificação é de cunho livre e possui validade para fins de qualificação ou atualização profissional. Não é um curso de pós-graduação ou especialização. Alunos que queiram conhecer o assunto ou atualizar-se no ramo da educação á distância são os que mais buscam esse tipo de formação.


12. Em que posso atuar com essa certificação?

O aluno que se forma no IBDIN poderá atuar como desenhista instrucional qualificado. Como é um curso de qualificação ou atualização profissional nossos alunso poderão utilizar em seu trabalho atual as habilidades adquiridas nestes cursos oferecidos pelo IBDIN.

Este scertificados têm validade em fins curriculares e em provas de títulos como certificado de qualificação e aperfeiçoamento/extensão, respeitando carga horária de 60 a 120 h/a. Não é um certificado técnico ou de graduação, bem como de especialização e não dá direitos ao participante, em utilizar o mesmo de forma ilícita ou à revelia da Lei, de órgãos profissionais e autoridades competentes.

13. Quais as formas de pagamento?

O IBDIN oferece opção de pagamento à vista ou parcelado em até 6 x sem juros no cartão de crédito. Também atendemos via pagamento por nota de empenho.

Para inscrever-se no curso siga os seguintes passos:

1. Escolha o curso da sua preferência e clique no botão "comprar",

2. Leia e faça o aceite do contrato,

3. Preencha o formulário de inscrição com seus dados pessoais ou empresariais,

4. Escolha a forma de pagamento e pronto!

A confirmação da inscrição é feita automaticamente pelo nosso sistema e os dados de acesso ao ambiente de cursos serão enviados mediante comrpovação do pagamento do curso via e-mail cadastrado.

Existem 2 formas de inscrições:

Incrições: pessoa física ou jurídica através dos pagamentos por boleto, depósito e cartão de crédito.

Inscrições por nota de empenho: Cadastre os dados nos formulários baixe automaticamente os dados do IBDIN para cadastramento de nossa instituição junto à sua para que seja feito o pedido de Emissão da NE. A confirmação da inscrição e envio dos códigos de acesso ao curso será feito via e-mail(s) dos servidores cadastrado (s) na sequência do recebimento da Nota de Empenho. O faturamento e envio de Nota Fiscal e outros docs necessários serão feitos no término do curso.

Dúvidas? Envie e-mail para sueli@ibdin.com.br

14. Qual o tempo de duração do curso?

Os cursos oferecidos pelo IBDIN variam de 60 a 120 horas. Vide programação de cada curso.

15. Quem são os professores do curso?

O curso conta com professores que estarão à disposição dos alunos durante todo o curso. Para conhecê-los clique no link ambiente de cursos.

16. Qual é a metodologia de ensino? Como isso funciona?

O curso é 100% online e acontece via plataforma Moodle e baseada na interação entre alunos e professor. O conteúdo é disponibilizado no formato de texto (Word e.pdf), fóruns de discussão, atividades com feedback e chats interativos.

17. Para inscrição de mais de uma pessoa da mesma empresa ou grupo obtemos desconto na inscrição? E Ex-alunos do IBDIN tem o desconto em outros cursos?

Sim há 5% de desconto no pagamento à vista até 10 inscritos da mesma instituição. Para mais de 10 inscritos oferecemos descontos diferenciados. Ex-alunos contam com o desconto de 10% no valor do novo curso que optar em participar. Para tanto o pagamento deverá ser feito via depósito à vista. Entre em contato com sueli@ibdin.com.br


18. Na indicação de outros amigos para fazer o mesmo curso obtenho algum desconto na minha inscrição?

Sim, para tanto seu amigo já deverá estar inscrito no curso. Em seguida envie um e-mail para nosso contato para providenciarmos 5% de desconto na sua inscrição (somente para depósitos à vista). Não é cumulativo.


19. Sou funcionária pública e gostaria de fazer a inscrição por meio de pagamento por empenho. Quais os dados institucionais para pedido de emissão da NE?

É possível efetuar a sua inscrição através de pagamento por nota de empenho: Clique no link "inscrições por nota de empenho" (ícone que aparecerá após você clicar "inscrições) ou Comunique os dados de nossa empresa à sua Instituição para a emissão da nota de empenho: IREI - Instituto de Reabilitação e Educação Integrada Limitada (Marca fantasia: IBDIN) - CNPJ 00.540.463/0001-46 - Rua Araranguá 242 Cep 89204-310 - Joinville/SC - Fax (47) 3422-8906. Dados para Faturamento: Banco Itaú Ag 1295 CC 26207-3 CNPJ 005404630001-46. Envie nota de empenho para o e-mail: sueli@ibdin.com.br e pelo fax (41) 3079-8508 juntamente com os dados pessoais dos candidatos (nome completo, endereço, e-mail e telefone contato) para efetivação da inscrição e envio do código de acesso ao curso.


20. Fiz todo o curso, mas não recebi o certificado. Qual foi o motivo do não recebimento deste?

A Certificação estará disponível apenas aos alunos com 75% de frequência no curso. A certificação do curso será enviada em até 20 dias após o término do adimplimento pois o mesmo deverá receber o carimbo do Conselho de Educação para posterior envio ao aluno. O recibo do curso será enviado posteriormente juntamente com a certificação do curso via carta registrada para o endereço que o aluno informar no momento de inscrição.

21. Porque a minha inscrição ainda não foi validada?

A inscrição só será validada após a confirmação de pagamento do valor referente ao curso. O aluno faz a inscrição pelo nosso site, efetua pagamento do curso e em até 3 dias antes do início do curso receberá dados de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem do IBDIN.

22. Qual o procedimento para cancelamento do curso?

O cancelamento do curso deverá ser feito via e-mail ao IBDIN. Cancelamento do curso não será passível de devolução do investimento e alunos com pagamento parcelado deverão cumprir obrigação mesmo que por motivo de desistência ou cancelamento conforme aceito pelo aluno no contrato de prestação de serviços oferecido no momento de compra do curso.

23. Porque meu acesso ao curso foi bloqueado?

O acesso do curso é bloqueado quando o aluno atrasar o pagamento das parcelas em aberto ou com vencimento subseqüente ao primeiro pagamento.

24. Se eu desistir do curso serei reembolsada pelo valor pago pela inscrição?

Subentende-se que o curso tem um número mínimo de inscrições e que o aluno que cancela o curso está tirando o direito de outro interessado à vaga. Além do pagamento do tutor que está disponível para este número de alunos. Para tanto o curso não é passível de reembolso em caso de desistência ou cancelamento por parte do aluno.

25. Tenho direito a participar do curso com data posterior se paguei o curso com data atual e não pude cursá-lo?

Sim, o aluno poderá obter o crédito e participar do curso com data posterior desde que já tenha efetuado o pagamento integral e não tenha iniciado a participação neste curso anterior ou em andamento. Vide contrato de prestação de serviços clicando no link " inscrição" ao lado do curso em questão.


26. O IBDIN é associado à ABED?

Sim, somos associados à ABED - Associação Brasileira de Educação à Distância. Descontos informados pela ABED em cursos de seus parceiros são de exclusiva responsabilidade da ABED. o IBDIN reserva-se ao direito de aplicar descontos promocionais diretamente pelo site aos clientes.

27. O IBDIN indica alunos às vagas de emprego na área de DI?

Sim, sempre que haja necessidade de nossos parceiros estaremos indicando os melhores alunos para empregos e vagas na área de DI. Envie seu CV para contato@ibdin.com.br

28. O IBDIN mantém algum tipo de parcerias?

Sim, além da escola técnica que certifica nossos cursos o IBDIN mantém as parcerias com empresas de conteúdo e-learning na indicação de profissionais de DI para o mercado de trabalho e instituições que tenham interesse em demonstrar seus produtos ou serviços junto aos nossos alunos. Para maiores informações entre em contato com sueli@ibdin.com.br


29. Como posso falar com o IBDIN agora?


MSN: desenhoinstrucional@hotmail.com

E-MAIL: contato@ibdin.com.br

TELEFONES: Tel/Fax (41) 3079-8508

Congresso de Redes Sociais Aplicadas à Educação

PARTICIPE E FIQUE POR DENTRO DE ASSUNTOS IMPORTANTES TAIS COMO:

- As Redes Sociais e o Impacto na Educação
- Desafios da Educação nessa nova sociedade
- Por que Redes Sociais na Educação?
- Conectivismo: A Nova Teoria da Aprendizagem
- Redes Sociais na Educação à Distância
- Captação de alunos através das Redes Sociais


Carlos Valente, João Mattar, Martha Gabriel, Diego Leal, Luiz Fernando Guggenberger e Tiago Muriel, estarão entre os palestrantes do 1º People.Net in Education!

O People.Net in Education - Congresso de Redes Sociais Aplicadas à Educação, um dos maiores eventos sobre Rede Social e Educação no País e que tem como marca ser o primeiro congresso de Redes Sociais Aplicadas à Educação do ano, será realizado na cidade de São Paulo, no auditório da Universidade Anhembi Morumbi.

Além das palestras principais, o People.Net tem alguns diferenciais importantíssimos para a Educação Corporativa e Acadêmica. Serão lançadas atividades como o desafio People.Net, a chamada de Artigos focados em Redes Sociais e Educação e a seleção e divulgação de Cases de Sucesso nessa área, além de atividades paralelas como mesa redonda com alguns dos principais especialistas em Educação e Rede Social do Brasil. Mas o congresso não se resume às apresentações. Será montado conjuntamente com empresas, universidades, pesquisadores e especialista na área a REVISTA ELETRONICA PEOPLE.NET que será a pioneira da disseminação das novas práticas de ensino e pesquisa através das redes sociais.

People.Net in Education - Congresso de Redes Sociais Aplicadas à Educação
25 de Março de 201, São Paulo - SP

Valor da inscrição:

R$ 450,00 - PROFESSIONAL FULL ACCESS - R$ 380,00 - ACADEMIC FULL ACCESS


Saiba Mais Sobre o Congresso visitando o site

http://www.congressoredesocial.com.br/

INSCREVA-SE AGORA MESMO

Maiores Informações: 011 - 2289-1713 / 011- 2684-0604
Ou clique aqui para entrar em contato ou mande um Email

contato@congressoredesocial.com.br

NOVO CURSO IBDIN:

GERENCIAMENTO DE MÍDIAS SOCIAIS NA EDUCAÇÃO http://www.ibdin.com.br/

Encontro de Tutores sem Tutores?

Transpondo as palavras do Prof João Mattar sobre o I Encontro Nacional de Tutores da Educação a Distância é promovido pela Associação Nacional dos Tutores da Educação a Distância - ANATED, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP devemos divagar sobre a não inclusão dos profissionais - tutores - na mesa de palestrantes:

Conforme João Mattar: " Aproveitando que sempre pega fogo por aqui a discussão sobre o tutor, e que este evento é co-realizado pela Unicamp (e esta lista é da Unicamp), gostaria de saber se alguém pode me explicar como um "encontro de tutores" pode ter como palestrantes:

Fredric Litto (presidente da Abed)

Denise Martins de Abreu-e-Lima (presidente do Fórum dos Coordenadores da UAB)

Stavros Panagiotis Xanthopoylos (diretor da FGV Online)

Ligia Futterleib (diretor do grupo e-duca)

Celso Costa (diretor de educação a distância da CAPES e responsável pela UAB)

Ricardo Holz (presidente da Associação Brasileira de Estudantes de EaD)

Sergio Amaral (Coordenador do Lantec - Unicamp Laboratório de Novas Tecnologias Aplicadas na Educação)

todos é claro profissionais de muito respeito.

Mas não é um Encontro Nacional de Tutores de EaD? E cadê os tutores? Onde estão aqueles que atuam como professores?

Não entendi muito bem por que não foram convidados professores e tutores, por que a voz foi dada somente aos empregadores, coordenadores e políticos, num "encontro de tutores". Não seria importante haver no mínimo 50% de voz dos tutores, de voz daqueles que são críticos do modelo de tutoria perpetuado no Brasil? É um encontro para sacramentar que o tutor é uma marionete controlada de cima, que deve se separar cada vez mais da figura do professor? É possível continuar fingindo que a EaD é técnica e não ideológica? "

http://www.anated.org.br/encontronacional


Concordamos com a classe. Uma profissão praticamente isenta de legislação e conselho defensivo da classe. Novamente iniciaram a construção pelo telhado?

IBDIN